Barcelona: bilhete para La Pedrera-Casa Milà e opção de guia de áudio
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Três casas modernistas que se visitam por dentro — e nem uma fila — compare preços e horários
Três casas modernistas que se percorrem por dentro, por cerca de metade do que cobram as famosas, sem fila à porta. Aqui estão os preços oficiais, os horários reais, o roteiro que liga as três num dia — e, com franqueza, quem deve passar sem elas.
ⓘ Aviso: não somos o site oficial Este não é o site oficial da Casa Vicens, do Palau Güell nem da Casa Amatller. Somos um guia independente: os preços citados provêm de casavicens.org, palauguell.cat e amatller.org, e as reservas são processadas por parceiros autorizados como a GetYourGuide.23 opções · Preços consultados a 18 de outubro de 2026
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| Preço desde | Palau Güell 15 € · Casa Vicens ~18 € · Casa Amatller ~21 € conforme o formato de visita |
|---|---|
| Horário | Casa Vicens todos os dias 9:30-20:00 (até às 18:00 de novembro a março) · Palau Güell terça a domingo 10:00-20:00 (até às 17:30 de novembro a março) · Casa Amatller todos os dias 10:00-20:00 |
| Reserva antecipada? | Obrigatória apenas no Palau Güell, que vende só online. Recomendável, mas não decisiva, nas outras duas |
| Tempo necessário | 45 min - 1 h 15 min cada · as três cabem num dia com folga |
| Metro | Fontana (L3) para a Casa Vicens · Liceu ou Drassanes (L3) para o Palau Güell · Passeig de Gràcia (L2/L3/L4) para a Casa Amatller |
| Dado-chave | A Casa Vicens é a primeira casa de Gaudí e esteve fechada ao público até 2017 |
Eis todo o argumento desta página numa linha: a Casa Vicens e o Palau Güell juntos custam 33 €, menos do que um único bilhete Silver da Casa Batlló. E não vai fazer fila em nenhuma das duas. Não substituem as grandes atrações — são o que se visita depois de ter visto as grandes, ou quando se quer arquitetura a sério sem projeções nem realidade aumentada.
| Casa | Preço | Horário | Duração | Para quem |
|---|---|---|---|---|
| Casa Vicens | Geral ~18 € · reduzido ~16 € · menores de 11 grátis | Todos os dias 9:30-20:00 (abr-out) e 9:30-18:00 (nov-mar); última entrada ~40 min antes do fecho | 1 h - 1 h 15 min | Quem quer ver o ponto de partida de Gaudí, antes de ele ser «Gaudí» |
| Palau Güell | Geral 15 € · reduzido 12 € · mini 5 € (13-18 anos e estudantes) · menores de 13 grátis | Terça a domingo 10:00-20:00 (abr-out) e 10:00-17:30 (nov-mar); fecha à segunda-feira | 1 h - 1 h 15 min com audioguia | Amantes de arquitetura e quem já anda por La Rambla |
| Casa Amatller | ~21-25 € geral conforme o formato · tarifa jovem reduzida · menores de 7 grátis | Andar nobre todos os dias 10:00-20:00; visitas com videoguia a cada 30 min das 10:00 às 19:00 | 40 min com videoguia · ~1 h guiada | Quem já está no Passeig de Gràcia e quer interiores originais |
Tarifas publicadas por casavicens.org, palauguell.cat e amatller.org. A Casa Amatller vende vários formatos de visita (com videoguia, guiada, teatralizada, estúdio fotográfico) a preços diferentes e com promoções sazonais: confirme o valor exato em amatller.org antes de reservar.
Em 1883 Antoni Gaudí tinha 31 anos, nenhum edifício importante em seu nome e aceitou uma encomenda pequena: uma casa de veraneio em Gràcia — então uma vila independente rodeada de hortas — para Manuel Vicens i Montaner, corretor da bolsa e de câmbios. Gaudí terminou-a em 1885, e o que construiu não se parece com nada do que fez depois nem com nada que existisse então em Barcelona.
A Casa Vicens é mudéjar e mourisca: faixas horizontais de tijolo à vista e cerâmica, torreões a rematar os cantos, grades de ferro forjado em forma de folhas de palmeira e, sobretudo, azulejos verdes e brancos com um cravo-de-defunto amarelo — a flor que se diz ter crescido no terreno — repetidos em painéis que sobem pela fachada como uma tapeçaria. Gaudí ainda não tinha inventado a sua curva estrutural; o que tinha aqui era cor, geometria e superfície. Lá dentro, a sala de jantar com o seu friso vegetal pintado, a sala de fumo sob uma abóbada ao estilo muqarnas e a galeria do primeiro andar explicam, melhor do que qualquer livro, de onde vieram o Park Güell e a Sagrada Família.
A casa foi residência privada durante mais de 130 anos. A UNESCO incluiu-a em 2005 no bem «Obras de Antoni Gaudí», e só em novembro de 2017, depois de ter sido comprada por um banco andorrano e de uma longa restauração, abriu como casa-museu. É por isso que falta na maioria dos roteiros de três dias: está aberta há menos de uma década e fica no Carrer de les Carolines, uma rua estreita por onde não passa nenhum autocarro turístico. A entrada inclui o audioguia e as exposições temporárias, e costuma haver horários livres no próprio dia.
Três anos depois da Casa Vicens, o industrial Eusebi Güell i Bacigalupi encomendou a Gaudí um palácio urbano no Carrer Nou de la Rambla, a cinquenta metros de La Rambla e em pleno Raval, então um bairro difícil. É a primeira grande obra da relação entre arquiteto e mecenas que daria depois o Park Güell e a Colònia Güell. Foi construído entre 1886 e 1890 e foi a primeira obra de Gaudí inscrita como Património Mundial da UNESCO, em 1984.
A visita começa na rua, diante dos dois arcos parabólicos da entrada, fechados por portões de ferro forjado por onde em tempos passavam as carruagens; entre eles está o brasão da Catalunha. Os cavalos desciam por uma rampa em espiral até às cavalariças da cave, uma floresta de pilares de tijolo com capitéis em forma de cogumelo que é o espaço mais surpreendente do edifício — e o primeiro que se vê.
O coração da casa é o salão central, uma sala com três pisos de altura coroada por uma cúpula parabólica perfurada por dezenas de orifícios circulares. De dia, com a luz a entrar por essas aberturas e os candeeiros acesos à volta, o teto lê-se como um céu estrelado: era a sala das receções e dos concertos, e os tubos do órgão ainda soam durante as visitas. O terraço completa a lógica: vinte chaminés e torres de ventilação revestidas de trencadís de cerâmica e vidro, um catálogo de formas que Gaudí levaria, quinze anos depois, até às chaminés-guerreiros de La Pedrera.
Entrada geral 15 €, reduzida 12 € e tarifa mini de 5 € para estudantes e jovens dos 13 aos 18 anos; grátis para menores de 13, segundo palauguell.cat. Abre de terça a domingo, das 10:00 às 20:00 de abril a outubro e até às 17:30 de novembro a março, fecha à segunda-feira, e a entrada é gratuita no primeiro domingo do mês. Os bilhetes vendem-se apenas online — não há bilheteira a que recorrer, por isso compre antes de aparecer.
Partilha uma parede com a Casa Batlló, e a maioria das pessoas fotografa-a e segue caminho. É a casa que Josep Puig i Cadafalch remodelou entre 1898 e 1900 para Antoni Amatller i Costa, industrial do chocolate, fotógrafo amador e colecionador de arte. A fachada é uma empena escalonada de inspiração flamenga — Puig i Cadafalch vinha do neogótico centro-europeu — com esgrafitos cor-de-rosa, cerâmica vidrada e esculturas de Eusebi Arnau em que animais de pedra fazem chocolate, sopram vidro e tiram fotografias: o ofício e os passatempos do dono, esculpidos junto à sua própria porta.
O que a distingue das vizinhas é o interior. A Casa Amatller é a única casa do Quarteirão da Discórdia que conserva os interiores originais da família: mobiliário de Gaspar Homar, os vitrais da sala de jantar, a biblioteca, a coleção de vidro e, no piso superior, o estúdio fotográfico onde Antoni Amatller e a filha Teresa fizeram milhares de chapas. Não há reconstrução digital nem sala imersiva — apenas uma casa burguesa de 1900 deixada como estava.
Segundo amatller.org, o andar nobre abre todos os dias das 10:00 às 20:00 (fechado a 25 e 26 de dezembro e a 6 de janeiro). Há visitas guiadas às 10:00 em inglês, às 11:00 em espanhol e às 12:00 em catalão; uma visita com videoguia de cerca de 40 minutos a cada meia hora entre as 10:00 e as 19:00; uma visita ao estúdio fotográfico aos fins de semana à tarde; uma visita teatralizada aos fins de semana; e uma prova de chocolate Amatller às sextas-feiras às 18:00, feito segundo a receita original da casa. Alguns formatos incluem chocolate e outros não, por isso leia bem o que está a comprar.
Casa Lleó i Morera (Passeig de Gràcia 35). O terceiro vértice do Quarteirão da Discórdia, construído por Lluís Domènech i Montaner entre 1902 e 1906, com uma galeria esculpida por Eusebi Arnau e um interior modernista extraordinário. O senão: o interior está fechado ao público em geral e só abre em visitas guiadas pontuais — programas da Barcelona Cultura, o festival 48H Open House — anunciadas com pouca antecedência. Conte vê-la do passeio e considere qualquer visita ao interior um bónus. Confirme antes de se deslocar de propósito.
Torre Bellesguard (Carrer de Bellesguard 16-20, na encosta do Tibidabo). A casa mais estranha de Gaudí, construída entre 1900 e 1909 sobre as ruínas da residência medieval de Martí l'Humà, o último rei da Casa de Barcelona: neogótico afiado, paredes de ardósia e xisto extraídos no próprio terreno e um viaduto de arcos inclinados no jardim. Abre de terça a domingo das 10:00 às 15:00, com última entrada por volta das 14:00, e as visitas guiadas concentram-se de quinta a domingo, em grupos pequenos; a visita guiada ronda os 15 € e o bilhete de jardins e exterior cerca de 7 €. Fica longe do centro — FGC até Av. Tibidabo e depois uma boa subida a pé —, por isso só faz sentido se for ao Tibidabo no mesmo dia. Confirme os horários em bellesguardgaudi.com.
Horas tranquilas. A graça destas casas é que quase não têm horas más. Ainda assim: a Casa Vicens está mais vazia nas manhãs de dias úteis, antes da chegada dos grupos escolares; o Palau Güell enche-se a meio da manhã com quem vem de La Rambla, por isso aponte para a abertura das 10:00 ou para as duas últimas horas da tarde; e a Casa Amatller tem o pico por volta do meio-dia, quando a fila da Casa Batlló transborda para o passeio do lado.
Dias. O Palau Güell fecha à segunda-feira — erro de planeamento número um neste roteiro. O primeiro domingo do mês é gratuito e, como seria de esperar, o dia mais concorrido do mês: evite-o se quer sossego, vá à hora de abertura se quer poupar.
Melhor luz. A Casa Vicens é um edifício de manhã: o sol rasante realça o relevo do tijolo e satura os verdes da cerâmica. A Casa Amatller e o resto do Passeig de Gràcia funcionam ao contrário — as fachadas recebem luz à tarde e estão bem iluminadas depois de escurecer. O Palau Güell não permite qualquer fotografia de fachada; a rua é demasiado estreita para recuar. Guarde a bateria para o salão e para o terraço.
Quem deve passar sem elas. Sejamos diretos: se esta é a sua primeira viagem a Barcelona e tem um só dia, não venha aqui. Dedique esse dia à Sagrada Família e ao Park Güell, que não têm equivalente em lado nenhum. Com dois dias, acrescente a Casa Batlló ou La Pedrera. Estas três casas são para o terceiro dia, para uma segunda viagem, para quem viaja com orçamento apertado ou para quem já está farto de filas. Também não são um plano para crianças pequenas: sem projeções, sem ecrãs, sem terraço com dragão — apenas mobiliário, cerâmica e silêncio.
Casa Vicens. Metro Fontana (L3), cinco minutos a descer a Gran de Gràcia e depois à direita; Lesseps (L3) também serve. Fica a cerca de 15 minutos a pé da entrada principal do Park Güell, sempre a descer desde o parque, o que torna esta combinação a mais natural do dia.
Palau Güell. Metro Liceu (L3) ou Drassanes (L3), ambas a menos de cinco minutos. A partir de Liceu atravessa La Rambla e entra no Carrer Nou de la Rambla; o Bairro Gótico fica logo do outro lado da avenida.
Casa Amatller. Metro Passeig de Gràcia (L2, L3, L4), saída Aragó. Fica no número 41, parede com parede com a Casa Batlló, a dez minutos a pé da Plaça de Catalunya.
O roteiro de um dia que funciona. Comece às 10:00 na Casa Amatller, enquanto o Passeig de Gràcia ainda está calmo e a fila da Casa Batlló ainda não se formou por completo. Desça a pé até à Plaça de Catalunya (10 minutos) e continue por La Rambla até ao Palau Güell (mais 10-12 minutos), com paragem na Boqueria se for hora de almoço. Coma uma rua mais para dentro, no Raval ou no Gòtic. À tarde, apanhe a L3 de Liceu até Fontana para a Casa Vicens; se ainda tiver pernas, suba para ver o pôr do sol na zona do Park Güell. Total: três casas, cerca de 54 € em bilhetes, zero filas.
Acessibilidade. As três são edifícios históricos com escadas. A Casa Vicens e o Palau Güell têm elevadores e percursos adaptados na maior parte do itinerário, com limitações nos terraços e mezaninos; a Casa Amatller é uma casa de 1900, com as restrições que isso implica. Envie um e-mail à casa antes de ir se viajar com cadeira de rodas — respondem e ajustam a visita.
A Casa Vicens, no Carrer de les Carolines, no bairro de Gràcia, construída entre 1883 e 1885 como casa de veraneio para o corretor da bolsa e de câmbios Manuel Vicens. É a primeira casa importante de Antoni Gaudí, anterior ao Palau Güell e a tudo o que fez depois no Passeig de Gràcia. Foi residência privada até abrir ao público em novembro de 2017.
A entrada geral de visita livre ronda os 18 € e a reduzida os 16 € (estudantes dos 12 aos 25 anos, maiores de 65, famílias numerosas e monoparentais, visitantes com deficiência), com entrada gratuita para crianças com menos de 11 anos, segundo casavicens.org. O bilhete inclui audioguia e as exposições temporárias. Confirme a tarifa do dia no site oficial antes de comprar.
Entrada geral 15 €, reduzida 12 € e tarifa mini de 5 € para estudantes e jovens dos 13 aos 18 anos, grátis para menores de 13, segundo palauguell.cat. Abre de terça a domingo das 10:00 às 20:00 entre abril e outubro e até às 17:30 de novembro a março; fecha à segunda-feira. A entrada é gratuita no primeiro domingo do mês e os bilhetes vendem-se apenas online.
Não como para a Sagrada Família. O Palau Güell vende apenas online, por isso tem de reservar, embora costume haver horários livres no próprio dia. A Casa Vicens e a Casa Amatller raramente esgotam, exceto em fins de semana prolongados e em agosto. Reservar na véspera continua a poupar-lhe a fila da bilheteira e garante o horário que quer.
Sim, e é a única casa do Quarteirão da Discórdia que conserva os interiores originais da família. Há vários formatos: visitas guiadas às 10:00 em inglês, às 11:00 em espanhol e às 12:00 em catalão, uma visita com videoguia a cada 30 minutos das 10:00 às 19:00, uma visita ao estúdio fotográfico aos fins de semana à tarde e uma prova de chocolate Amatller às sextas-feiras às 18:00. O andar nobre abre todos os dias das 10:00 às 20:00, segundo amatller.org.
Não. Com um só dia, a Sagrada Família e o Park Güell são as visitas que nada substitui; estas três casas são uma recompensa para o segundo ou terceiro dia, ou para uma segunda viagem. Dito isto, se vai estar no Passeig de Gràcia de qualquer forma, a Casa Amatller cabe numa hora sem estragar o plano.
O Palau Güell se gosta de arquitetura: por 15 € entra num palácio inteiro de Gaudí, com o salão da cúpula estrelada e um terraço de chaminés de trencadís que antecipa La Pedrera, a cinquenta metros de La Rambla. A Casa Vicens se quer perceber de onde veio Gaudí. A Casa Amatller se já estiver no Passeig de Gràcia com uma hora livre.
Sim, com folga. Cada visita demora entre 45 minutos e 1 hora e 15 minutos e as deslocações são curtas: a Casa Amatller e a Casa Vicens ficam na mesma linha de metro (L3, Passeig de Gràcia e Fontana), e do Passeig de Gràcia até ao Palau Güell são 15 minutos a pé. A ordem que melhor funciona é Amatller a meio da manhã, Palau Güell por volta do meio-dia e Casa Vicens à tarde, perto do Park Güell.
A Casa Vicens é a única casa de Gaudí que ainda se pode visitar quase sozinho. Garanta o seu horário — muitas opções têm cancelamento gratuito.
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